A small Berlin Beijing loving thing

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Uma mudança de canal

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Esta entrevista, como eu havia esquecido?

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   não é                                    o que eu quero  
                                                   o que importa                                                  é
o que eu preciso.

Desejo e necessidade: "e se eu quiser..."

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E se, depois do ensaio, minha coxa ficar doendo e eu quiser alongar?
E se minha musica preferida tocar?
E se o sapato dela tiver um laço vermelho e eu quiser saber onde ela comprou, eu posso perguntar?
E se eu sentir sede?
O quanto de querer faz do desejo uma necessidade?
E se eu quiser chorar?
E se eu quiser beijar a boca dele?
E se eu quiser trepar agora?
E se eu quiser gozar agora?
E se eu quiser fazer uma ligação do seu celular?
E se eu quiser não ter medo de ir embora?
E se eu quiser ficar?
E se eu quiser só andar de taxi?
E se eu quiser aquele vestido, e não outro?
E se eu me sentir só?
E se eu sentir fome?
O quanto de necessidade tem em um desejo?
A necessidade é precisa. Não reclama, só dói. E, as vezes, nem isso mais.
O desejo é retornável.
Retornos. De casa até aqui, cerca de 10. Daqui até a Urca, nenhum. necessidade.
Se ninguem me deixar fazer xixi, eu faço mesmo assim. retorno.
Contorno.
Se eu não for o suficiente, via expressa. Grande avenida aterrada que leva do centro a zona sul.
Sem fuga. A cidade rotatoria.
Provocações, desejos mascarados de necessidades.
Quantas necessidades fazem um necessitado?
A necessidade mata o desejo? Ou o alimenta?
O que muda?
O desejo muda? O que o desejo muda? O que muda o desejo?
O preço da minha vida não é o que ela vale. E querer não é poder.
Poder é potencia. O que eu posso?
O poder muda? O que o poder muda? O que muda o poder?
A casa que eu preciso não é a que eu desejo.
A roupa que eu preciso não é a que eu desejo.
A comida que eu preciso não é a que eu desejo.
O que  você deseja?
O que você precisa?
Quanto do que você precisa consta entre os seus desejos?

Tornado

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Recife Frio

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O que faz uma cidade?

Demolição

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de várias Lauras

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O nome dela era Laura, ela tem mais ou menos a mesma idade que eu e tava no metrô indo do centro para Botafogo.

18 horas e metrô estava absurdamente lotado.
Um rapaz alto e bem mais velho começou a abusar dela naquela situação se esfregando sobre o corpo dela.
"-shiiii, quietinha,quietinha."Ele dizia
E ela nada fazia, nada conseguiu fazer. Ficou estática no meio daquela multidão em movimento.
"-shiii, quietinha,quietinha"
Ficou esperando a maldita estação daquele rapaz que não chegava.
"covarde,covarde".Ela pensava.
Enfim, o rapaz desceu, ela desceu em seguida parou na farmácia e pediu um dorflex.

Referência-prima (sempre)

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